
Este é um poema que escrevi ontem ás 3 e muito da manhã.
Chovia muito, e a inspiração atingiu-me rapidamente. Rabisquei num papel, e foi isto que saiu.
Enjoy.
A Chuva que chamo
Ouço a chuva encher o mundo.
Embala-me e assusta-me com sua voz.
Ameaça cativando e faz-me deseja-la, temendo-a.
Sinto-me capaz de doma-la, e de a ela me submeter.
Desejo adormecer lá fora, acariciado pela fria água.
Fazer dela um manto.
De travesseiro faria os passeios, e de candeeiro o trovão.
Cá dentro sob cobertores, anseio á chuva fluir em sonhos.
Seguir os rios que dela se fazem, flutuando.
No quente, chamo o frio.
Pois por vezes o meu ser encaixa-se no temporal.