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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Chuva que chamo


Este é um poema que escrevi ontem ás 3 e muito da manhã.

Chovia muito, e a inspiração atingiu-me rapidamente. Rabisquei num papel, e foi isto que saiu.

Enjoy.



A Chuva que chamo


Ouço a chuva encher o mundo.

Embala-me e assusta-me com sua voz.

Ameaça cativando e faz-me deseja-la, temendo-a.

Sinto-me capaz de doma-la, e de a ela me submeter.


Desejo adormecer lá fora, acariciado pela fria água.

Fazer dela um manto.

De travesseiro faria os passeios, e de candeeiro o trovão.


Cá dentro sob cobertores, anseio á chuva fluir em sonhos.

Seguir os rios que dela se fazem, flutuando.


No quente, chamo o frio.

Pois por vezes o meu ser encaixa-se no temporal.