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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Invictus



Por pedido um pouco para o ordenado por parte da minha professora de Literatura e Cultura Norte Americana, vi o filme Invictus que retrata a um certo momento na vida de Nelson Mandela.
Já estudei a sua vida, por isso estava relativamente a par quando vi o filme.
Não esperava nada o que vi. Não tinha visto nenhum trailer, o que fez com que não fizesse ideia do que iria ver, apenas que falaria de Mandela.
Gostei muito do filme, retrara uma época bastante problemática na tentativa de mudança.
No decorrer de toda a história, é mencionado um poema que Mandela diz que lhe alimentou a alma todos os anos que esteve preso, e que lutou pela liberdade.
Esse poema chama-se Invictus e foi escrito por William Ernest Henley.
Considero o poema fantástico e quase que o consideraria um mantra que utilizo no meu dia a dia, posto na forma de poema.
Enjoy.

Invictus


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

domingo, 27 de dezembro de 2009

O Filme



Ontem, fui ver o filme Avatar.

Foi dos filmes mais envolventes que vi, e criou em mim um enorme desejo de viver naquele mundo que eles criaram. Um mundo que eu escreveria.

Dedico então este pequeno texto a esse Mundo.



Floresta


Enquanto reparava que cada pedra brilhava quando pisada, tocava nas reluzentes lianas que guiavam a vistas em que o horizonte tinha vida. Com a minha cauda sentia a leve brisa, e sentia o pulsar da Natureza no ar, como que palavras. Cada árvore que tocava contava uma diferente história, e sempre queria ouvir mais. Pulava pelos ramos, e sempre que ao saltar passava por um lago, o meu azul reflexo deixava traços na água aparentemente viva. Todos os seres me olhavam com sentimento e com uma alma que quase podia agarrar. Correndo até ás mais altas copas, via todas as verdes folhas que brilhavam e culminavam num grande misto de cores com todas as outras plantas e vegetação. Aladas criaturas no topo habitavam, que a dragões se assemelhavam. Com uma e uma apenas pude criar um elo, e assim esta montar. Tornamo-nos um, e o que eu queria, ela apoiava e nisso pensava. Sentia o seu coração a bater com o meu. Voar quis e imediatamente ela me levou. O mais rápido que conseguia cortei pelos galhos e pairei sobre a paisagem que me cegava de beleza. Com a cauda a brilhante água tocava enquanto sobre ela, rasante, voava. E num grande caule pousando, do interior de azuis flores bebi. Exausto do êxtase, até á minha rede planei, sonhando em adormecer. O ser alado ao seu local voltou, e no meu me deixou. Recolhi-lhe e com a rede mais me tapei. No momento em que adormeço, mais uma vez no meu mundo acordei.