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domingo, 20 de dezembro de 2009

Abertura.


Tudo tem um início, um começar.

Venha a ser grande coisa, ou não tão grande, tem que começar.


E assim, abro a porta da minha escrita aos olhares passeantes, e, por vezes, interessados.



O Músico



Sentado percorro Sabores.


Piso o Chão húmido no qual a Noite pousa e suspira,
reflectindo suas Luzes e Olhar.


O Frio é apenas abafado pelo contínuo Ritmo que pelas Ruas ecoa.


Sigo Passos que me chamam, e que me parecem bater ao som da Música.


Caminho perdido, extasiado pelo que as Paredes me contam.
Falam de Sensações e gemem Jazz que me arrepia e comigo mexe.
Exijo-lhes que me contem mais.

Em tudo vejo Melodia.
Toco-a.

Com o meu Respirar solo sobre a Base que ouço,
e com as Pernas que agora correm, marco os Contra-Tempos.

Alcanço a Fonte do meu Êxtase, e furando pelas Pessoas que até agora na minha Mente não existiam,
abro Portas para o quente Mundo da Canção.

Doces Vozes que entoam algo que não Palavras enchem o Ar,
e Instrumentos falantes deliciam-me o Olhar.
Estes, cantam e contam Histórias mais belas do que a Mente poderia vir a querer conceber.
Falam comigo.
Olho-os e anseio toca-los. A Guitarra cativa-me, e o Piano parece tentar seduzir-me.

Inspiro e expiro Música, deixo-a guiar-me.
Leva-me onde quer que eu queira, e dá-me a provar Sabores que ela própria inventa.

E embora sentado continue, carrego em mim a sua Alma.

Pois em tudo o que faço, ela flui.
E a cada meu Respirar, todos a podem ouvir.
Ouvir como bela fica, a entoar.