Boas Tardes.
Desde já um Bom Natal, e que passem bem esta, que é uma das mais mágicas épocas do ano.
Desde sempre que das partes do Natal que mais me empolga são os presentes. Deixo assim uma pequena referência a esse momento exacto da noite que todos esperamos, e que talvez, depois de lerem, fiquem ainda com mais vontade de lá chegar.
Nota: Algum estranhar ao sujeito poético do poema, poderá ser justificado com e pluridade de entidade. Não se deverá a erro.
O Presente
Pousa a Noite, e está Frio.
Lá fora, apenas Músicas de Natal passeiam pelas Ruas.
Canções que mal se ouvem através dos Vidros embaciados pelo Quente das Vozes.
Deslizo a Cortina e volto-me de novo para as Faces conhecidas e doce Aroma de Alegria.
São estes os Pratos principais nesta Noite, que os Doces em si vêm a acompanhar.
Esquivo o meu Olhar dos Enfeites e das Piadas que falam, e vou ao encontro do Verde.
Regalo os Olhos com Luzes que ofuscam mas viciam, e todas conto.
Falam a sua própria Linguagem. Um Código.
E pairam como que protegendo o misto de Cores empilhadas sobre o qual pousam.
São Beleza e Mistério carinhosamente embrulhados.
Um Laço cativa o Olhar, enquanto que com o Toque as sentimos - a Mente imaginando.
Ousamos desembrulha-los com a imaginação, e a cada Pedaço de Papel que tiramos,
uma Coisa nova lá dentro vemos - pois o que vemos é o que pensamos.
É mais valiosa a Magia que os envolve e protege, do que o que mais tarde vamos ter em Mãos.
- o que segurarmos será tão importante quanto a Importância que lhe dermos -
O nosso Toque julga sentir um Boneco, um Jogo, ou quiçá um DVD,
e chega a temer que seja um Par de Meias que venha a receber.
Tão envolto no Calor e Bem Estas que imaginamos, é um Choque quando me chamam.
Estranho encontrar-me sentado no Chão á frente da Árvore, Nada segurando nas Mãos.
Recolho-me mais uma Vez para as Palavras de Afeição, Carinho, Algo que não se sabe ao Certo,
e contento-me já com os Presentes que no meu Interior já tinha aberto.